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Terapia pode ser indicada para cães com ansiedade (15/06/2011)
Longos períodos de solidão, falta de atividade física, mimos em excesso e até a ausência de uma figura de liderança em casa são sintomas comuns na rotina de qualquer pet, mas que podem traumatizar o cão. Latidos excessivos, fobias, depressão e síndromes (como a Síndrome de Ansiedade de Separação) requerem tratamento com terapia. A origem desses distúrbios, conforme alerta de especialistas, vem dos próprios donos. Pequenas atitudes no dia-a-dia, que passam despercebidas, podem ser muito nocivas à saúde mental do pet. Ao permitir, por exemplo, que o cão ande à frente durante um passeio, o deixa em uma posição de comando, o incentivando a tornar-se desobediente. Daniela Graziani, terapeuta canina, explica que o cão sempre procura uma figura mais forte em seu ambiente, que ele associe à liderança da matilha. Para o dono, porém, o cão é um amigo (às vezes um filho), em uma relação igualitária – e até confusa para o cachorro. Esse é o estopim para um comportamento abusivo, hiperativo e, muitas vezes, também agressivo. Para tanto, os cães precisam que seu dia seja dividido assim: 70% do tempo de atividade física, 20% de disciplina e 10% de carinho. Uma divisão bem diferente da que é feita na maioria dos lares, quando os donos não exercitam seus animais da forma que deveriam ou mesmo os deixam por muito tempo sozinhos e, para compensar o tempo que ficam longe, exageram no carinho no final do dia. É ai que o quadro favorece o desenvolvimento do que os terapeutas chamam de SAS – já citada. Animais com esse distúrbio não conseguem ficar longe do dono. A ausência leva a latidos sofridos e choros, quando ainda alguns cães se tornam apáticos e prostrados, deixando, inclusive, de se alimentar e até de se movimentarem até o retorno do dono.
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