Cuidados, Dicas e Notícias
Animais exóticos de estimação exigem cuidados (04/05/2011)
O que acha de criar um tubarão branco na entrada de casa, uma tarântula no aquário ou uma jaguatirica amazônica no canil? Domesticar bichos que passam longe do estereótipo de animais de estimação parece loucura, mas tem gente que gosta e garante que esses animais são bem legais (e divertidos). O paisagista ecólogo Wyllis Silva cria a cinco anos dois tubarões (um branco e um preto), além de outros peixes. Os “bichinhos” foram trazidos de São Paulo por um amigo, que os comprou em uma loja de animais para aquário. “Ficaram um tempo no aquário da empresa dele, no Distrito Industrial”, conta Wyllis, que continua: “Aconteceu que um dia ele viu aquele peixinho do filme Nemo, todo colorido, bonitinho (...); comprou dois e os colocou no mesmo aquário. Feliz, chamou amigos para vê-los, mas aí os tubarões já estavam com a barriga cheia”, conta, divertindo-se com a forma pela qual os tubarões lhe chegaram às mãos. – E cada peixe-palhaço (os “Nemos”) custou R$ 400. Na casa de Wyllis há um pequeno lago artificial, alimentado por um poço artesiano, e nele são criadas carpas, cara-açu, espadas e peixes menores. “Os tubarões comem larvas, mas também pegam peixes pequenos. Com os grandes eles não mexem, são amigos do cara-açu, da carpa e também dos tambaquis, que eu criava”, relata. Já há cinco anos vivendo no lago artificial, o tubarão branco parece ter atingido o pico de seu tamanho e, com quase 1m, não mete medo em ninguém na casa, até porque sua aproximação é visível, enquanto que o tubarão preto é diferente: dificilmente aparece, tendo alcançado mais de 1m de comprimento. “Eles vivem aí tranquilos, são agradáveis. Meus amigos vêm aqui, jogam pão na água e eles aparecem”, conta o paisagista. Fama de mal: em condições naturais um tubarão branco vira a fera dos mares e alcança facilmente mais de 7m de comprimento. Já o preto é mais modesto, chega até 5m, mas carrega o mesmo DNA de ferocidade que fez a fama do parente branco. Veterinário da clínica Diagnovet, Filipe Rudhja diz que criar espécies exóticas é plenamente possível e é até comum em Manaus (AM), por exemplo, mas recomenda que o criador tenha cuidados especiais, sobretudo com a alimentação do bicho. “Acontece, por exemplo, de pessoas pegarem papagaios e os alimentarem com sementes de girassol, que são oleosas. Por isso o papagaio desenvolve uma doença na pata chamada lipoma. Isso pode ocorrer com qualquer outro animal exótico”, alerta. O tatuador Ramon Montero cria duas tarântulas, uma mexicana e outra caranguejeira brasileira, e garante que elas são dóceis, amigas e bonitas. “Ganhei-as de um amigo biólogo, que cria aranhas, serpentes e vários outros bichos doidos”, conta. Conforme Montero, as duas tarântulas se alimentam de pequenos bichos como borboletas e ratinhos de mato. Para mantê-las ele mandou fazer dois aquários – um em casa e outro no trabalho. Decorou-os com galhos de árvores e mato, simulando um ambiente natural. “Trato com carinho, elas não são agressivas, não atacam; as pessoas vêm à loja e batem foto com elas naturalmente, colocando-as no ombro e no cabelo. É um mascote como qualquer outro bicho”, confirma. Tarântulas como as que Montero cria podem viver por 25 anos e alcançar o tamanho de um CD, havendo relatos de aranhas que viveram 30 anos em cativeiro.
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