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Cães soltos podem ameaçar a vida selvagem (23/02/2011)
Em fevereiro a bióloga Julie Young e mais quatro cientistas afirmaram que cães soltos representam ameaça à vida selvagem, especialmente às espécies em risco de extinção. A introdução de animais não nativos em um ecossistema o coloca em perigo – mas até então cães não eram vistos sob esse mesmo prisma. “Temos a tendência de negligenciar o impacto dos cães na vida selvagem porque os vemos como nossos companheiros”, fala Julie, co-autora do estudo publicado no jornal BioScience. A bióloga cita ainda um exemplo no Estado norte-americano de Idaho, onde a presença de cães soltos diminuiu a população de veados, enquanto que no Colorado outro estudo indica que linces estão se distanciando de suas trilhas e ainda passaram a ser usados por humanos e seus cachorros de estimação. Já na reserva de Navajo, no Arizona – também nos EUA, os cães perseguem o gado local e reduzem o número de pequenos mamíferos, como os coelhos, além de disseminar doenças entre animais e seres humanos. A questão chamou a atenção de Julie quando ela estudava três espécies ameaçadas de extinção na Ásia Central (carneiro selvagem, gazelas e antílopes). A taxa significativa de ferimentos e morte desses animais por cães soltos fez com que a bióloga e seus colegas estudassem a situação como se fosse um fenômeno mundial. Por isso os estudiosos descobriram que os cães – estimados em 500 milhões no mundo todo – podem causar mais danos aos animais selvagens e ao gado, do que lobos e outros predadores. Julie cita também um estudo que concluiu que diz respeito sobre cães soltos que provocaram uma série de mortes de gado nas montanhas bascas entre a Espanha e a França. Por meio de testes genéticos ficou provado que os cães, e não os lobos, causaram o problema.
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