Cuidados, Dicas e Notícias
Atenção e cuidado antes de tingir os pelos dos cães (16/02/2011)
A convivência entre homens e cães se tornou tão estreita, que há quem diga que esses bichos domesticados há milhares de anos têm sido humanizados. Tingir o pelo do cachorro, por exemplo, pode ser visto como uma brincadeira divertida ou mesmo um absurdo – depende do ponto de vista de cada um. Mas, na realidade, de acordo com especialistas, é difícil definir se essa atitude faz bem ou mal para o animal – e, caso os produtos usados na tintura não sejam indicados para cães, há risco até mesmo de morte. Ainda, se todos os cuidados necessários forem tomados e o animal tiver uma personalidade mais “desinibida”, a graça não fará mal à sua saúde e ainda poderá animá-lo. Conforme o zootecnista Alexandre Rossi – o Dr. Pet, cachorros não percebem as cores da mesma forma que humanos e, por isso, podem não dar muita atenção para a transformação estética. “Em relação ao estado psicológico do animal, é preciso saber que certos cães estão mais acostumados a procedimentos estéticos como tosa e tintura. Se for o caso, até podem entender aquilo como carinho e atenção. Por outro lado tem cachorro que não gosta de ficar parado, preferindo ficar brincando. Depende do temperamento do bicho”, alerta. Para esses animais, o olfato, a audição e o paladar têm importância maior, explica o veterinário José Manuel Mourino, da clínica Pet Place: “Teoricamente, segundo o que conhecemos sobre cães, a mudança de cor não seria tão desconfortável. É diferente de passar um perfume, que com certeza o deixará muito mais incomodado”. No entanto, o Dr. Pet avisa que alguns animais podem acabar se irritando com a reação das pessoas ao verem-no diferentes. “Apesar de não darem tanta ‘bola’ para a mudança de cor do próprio pelo, eles ficam ‘ligados’ no modo como nos comportamos ao seu lado. É comum, por exemplo, um cachorro ficar ‘com vergonha’ quando tosado. Isso está associado a um animal mais inseguro, que se sente mais frágil com mudanças. Ele se sente, vamos dizer assim, estranho. É importante levar em consideração como os outros vão se comportar em relação ao cachorro, pois isso pode mudar sua percepção em relação ao mundo para o bem ou não”, comenta. Por isso, para não correr o risco de desagradar seu pet com a mudança, a dica do zootecnista é ir devagar com a transformação, quando o melhor é ir percebendo a reação do bicho. PRODUTO CERTO NO CÃO CERTO Luciana Oliveira, que há 25 anos cria poodles gigantes e participa de competições de animais, afirma que o principal cuidado é com a escolha do produto a ser usado: “Qualquer tintura à base de amônia faz mal ao animal, pois essa substância cai na corrente sanguínea e afeta seu sistema neurológico, havendo possibilidade até de morte. Então devem ser usados apenas produtos naturais como a anilina, que é empregada também na coloração de bolos. Ainda não aconselho o uso da henna nos bichos”. Outros problemas que podem ocorrer durante o tingimento com produtos inadequados, segundo a criadora, são a contaminação nos olhos e o envenenamento (caso o bicho engula a substância ou a inspire). Assim, antes de resolver pintar seu pet (com o produto indicado), é imprescindível fazer um teste para descobrir uma possível alergia à tintura. “O correto é pincelar o produto a ser usado na parte de trás da coxa do cachorro e deixar agindo por 24 horas. Caso não haja reações estranhas, a tintura está liberada”, afirma a especialista em estética canina, que continua: “As raças mais indicadas para a transformação são as que possuem temperamento dócil e pelo cacheado”.
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