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Cães versus ansiedade de separação (11/06/2015)

Muitas pessoas não sabem, mas há um problema muito comum no mundo dos animais domésticos denominado por especialistas como ansiedade de separação. Algumas das reações são quando o cachorro, por exemplo, come todos os chinelos da casa, rasga o papel higiênico ou mesmo fica sem comer quando o dono não está em casa.

“A ansiedade de separação é muito comum hoje em dia. Ela acontece quando a pessoa à qual o animal é mais apegado não está presente, seja porque saiu de casa ou até está na residência, mas o acesso até o local não é permitido ao bicho”, afirma a médica veterinária Ana Paula Guerra, especialista em comportamento animal.

Entre os tipos de comportamento estão o destrutivo (o bicho arranha a porta por onde o proprietário saiu e rasga objetos pessoais dele); vocalizado (o pet se manifesta por meio de latidos e uivos); de excreção (o cão passa a fazer xixi e fezes pela casa); depressivo (ele fica bastante tristonho, não se levanta, não brinca, nem come).

Tal tipo de atitude, segundo a veterinária, pode se manifestar de diversas maneiras e, como geralmente ocorrem quando o animal está sozinho, se sugere que os proprietários, ao notarem algo errado com o pet, façam uma gravação de vídeo ou áudio para saber o que se passa em sua ausência.

Porém, Ana Paula fala que fica mais difícil perceber que o bicho está com problemas quando a ansiedade se manifesta de maneira depressiva. O animal fica tristonho, deixa de comer e não provoca nenhuma alteração no ambiente. “De toda forma, independentemente do tipo de reação, um problema de saúde deve ser excluído pelo veterinário”, aconselha.

Mas, em qualquer dos casos, o proprietário do animal precisa tentar solucionar a questão o quanto antes, já que a ansiedade da separação é um problema que tende a piorar com o passar do tempo. “Na verdade, não existem truques.

O que deve ser feito é ensinar o cão a ser mais independente e não ficar tão ‘grudado’ ao dono o tempo todo”, comenta a veterinária, que continua: “

Ensinar brincadeiras nas quais ele possa se divertir e passar o tempo sozinho, dessensibilizar a saída do dono, evitando que isso se torne um fato traumático com grandes despedidas, e evitar também que o reencontro seja um evento megaespetacular são boas atitudes”.

Por isso, ao chegar em casa, o dono deve ignorar o cão até que ele se acalme (o que nem sempre é fácil).

ORIENTAÇÕES 

  1. Aumentar a atividade física do animal com exercícios diários
  2. Deixar a televisão ou o rádio ligados
  3. Em alguns casos, contratar uma babá para cães ou deixá-lo em um day care (hotel especializado) para que ele brinque e se distraia
  4. Incentivar seu comportamento independente desde filhote
  5. Dá-lo uma cama própria, mesmo que durma no quarto dos donos da casa, por exemplo
  6. Usar brinquedos interativos para que o pet possa brincar sozinho
  7. Em casos graves, procurar ajuda profissional (veterinários, adestradores ou especialistas em comportamento animal).
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