Cuidados, Dicas e Notícias
Gatos e cigarro: situação perigosa (01/02/2012)
Todos sabem que o cigarro faz mal à saúde. Campanhas antitabagismo estão a todo o momento alertando dos males que o fumo provoca inclusive aos não fumantes, que são obrigados a conviver com o vício alheio. E o homem não é a única vítima. Segundo Anthony Moore, médico veterinário com especialização em oncologia, a exposição dos gatos ao cigarro os deixa muito mais propensos a desenvolver um linfoma – tipo de câncer que ataca o sistema imunológico e mata três em cada quatro gatos dentro de um ano após o diagnóstico. Ainda, conforme Moore, felinos expostos por cinco anos ou mais ao tabaco têm três vezes mais chances de ser acometidos pelo câncer do que os que convivem com não fumantes – e se há duas pessoas na mesma casa que fumam, as chances quadruplicam. Mas, além do linfoma, os gatos também podem ficar suscetíveis a outros males como irritação nos olhos, problemas pulmonares e carcinoma epidermoide, um tumor maligno localizado na cavidade oral. O cigarro contém mais de 4 mil substâncias químicas – entre elas nicotina, monóxido de carbono, benzeno e arsênico. Elas ficam no ambiente e suas partículas se acumulam no pelo dos felinos, que têm o hábito de se lamber diariamente. “Leva horas para que a fumaça de um único cigarro seja eliminada totalmente do local”, comenta o veterinário Dawm Ruben, da Universidade de Missouri, nos EUA. E não são apenas os gatos que sofrem com essa situação. Cães também podem ser vítimas do fumo passivo, entretanto, não ficam tão expostos ao tabaco, já que saem mais da casa para passear com seus donos e são lavados com mais frequência, enquanto que os felinos levam uma vida sedentária e passam a maior parte do tempo dentro do mesmo ambiente. O linfoma é o tipo de câncer mais comum entre gatos e, por atacar diversos órgãos, o animal pode apresentar vários sintomas: falta de apetite, perda de peso, letargia, vômitos, diarreias, sede excessiva, dificuldade de respirar, tosse, espirros frequentes e anemia. O tratamento mais comum é a quimioterapia e apenas um veterinário é capaz de fazer uma avaliação correta – sendo um especialista em oncologia ainda melhor para o diagnóstico.
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