Cuidados, Dicas e Notícias
Pets são bem diferentes de brinquedos! (05/10/2011)
Na próxima semana, 12 de outubro, será comemorado o Dia das Crianças, uma data em que muitos pais pretendem presentear seus filhos com um animal de estimação. Mas é preciso tomar alguns cuidados para que essa escolha não se transforme em um problema para a família e, principalmente, para o pet. No processo de educação, os pais devem ter a preocupação em ensinar seus filhos a ver o bicho como um amigo que precisa ser protegido dentro e fora de casa, e não como um simples brinquedo. O contato com os animais proporciona uma aproximação da criança com o mundo natural, desenvolvendo também o sentimento de respeito a todos os seres vivos. Até os quatro anos de idade, as crianças veem o animal como um objeto; por isso é preciso que os pais mostrem a elas que os bichos respiram, têm fome, sede, sentem dor, amam e jamais poderão ser abandonados. Já a partir dos dez anos é possível confiar os cuidados necessários à saúde do animal sem que haja perigo de maus tratos – desde que sejam orientados corretamente. “Crueldade infantil com os animais entre criminosos e não criminosos” é o título de uma importante pesquisa realizada nos EUA, que visou estabelecer a relação entre a crueldade para com os animais durante a infância e o comportamento agressivo para com as pessoas em uma fase posterior da vida. A análise aprofundada, permitindo traçar um perfil, foi possível através de entrevistas individuais com três grupos de homens: criminosos agressivos, criminosos não agressivos e não criminosos. Os voluntários criminosos foram ouvidos nas prisões federais dos EUA, enquanto que os não criminosos foram escolhidos ao acaso entre os habitantes do Estado de Kansas. Cada entrevistado foi submetido a mais de 400 perguntas que incluíam aspectos como as relações familiares na infância e as atitudes com os animais. Verificou-se que 25% dos criminosos agressivos informaram de cinco ou mais casos de crueldade contra animais em comparação a menos de 6% dos criminosos não agressivos, e nenhum dentre os não criminosos. Portanto, entre as conclusões, ficou que os pais e educadores devem estimular as crianças a valorizarem as boas ações em prol dos animais. É preciso despertar o interesse do engajamento das escolas, pela luta em defesa dos direitos dos animais e a preservação da natureza. A criança passará, assim, a trazer consigo um compromisso ético para com o meio em que vive, combatendo atitudes do comportamento violento na sociedade.
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