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Águas-vivas de estimação (14/09/2011)
Na lista de animais de estimação exóticos, as novidades não são mais cobras e iguanas, mas sim as águas-vivas. Esses seres gelatinosos e causadores de queimaduras estão sendo criados mais pelo valor estético, que pela capacidade de fazer companhia a seus donos. Nadando em aquários iluminados, as águas-vivas adornam uma sala tão bem como um quadro ou uma lâmpada colorida. É o que acredita o empreendedor norte-americano Alex Andon (foto), cuja empresa Jellyfish Art (Arte de Água-viva, em inglês) faturou US$ 250 mil em 2010 vendendo aquários com as águas-vivas. Mas, apesar de ter um negócio em um nicho praticamente sem concorrência, Andon tem uma história de empreendedorismo por necessidade. Em 2007 ele foi demitido de uma indústria de bioquímica e passou meses procurando emprego. Era o início da recessão que culminou na crise internacional e não havia trabalho para um jovem recém-formado em biologia marinha. Foi quando Andon visitou o parque aquático da baía de Monterey, no Estado da Califórnia: “Percebi como os tanques de água-viva eram muito populares”. Logo, depois de uma breve pesquisa, o jovem biólogo constatou que não havia nenhuma empresa que vendesse os animais para a população comum. Ele então investiu US$ 50 mil e, já no primeiro ano, teve o retorno – e conforme ele próprio, seu crescimento no empreendimento dobra a cada trimestre. Hoje sua empresa já é famosa na região de São Francisco, no norte da Califórnia, onde ele também administra uma rede de aquários gigantes em hotéis e restaurantes. No entanto, a ideia para o negócio de Andon não é tão simples como parece. Animais frágeis, as águas-vivas se liquefazem literalmente se colocadas em aquários não apropriados. Elas não possuem ossos e 95% de seus corpos são compostos por água. Ainda, em um tanque comum, elas são sugadas pelos filtros e despedaçadas. Para não se dissolverem, é preciso haver um conjunto de mecanismos que espirre um jato de água na direção contrária todas as vezes que os animais passarem por perto do filtro. Além disso, as águas-vivas são animais que se alimentam de plânctons – inviável para quem cria uma água-viva em cativeiro. Por isso Andon está criando algas e as congelando para vender aos clientes como alimento para seus mascotes. Contudo, além dos animais, das algas e dos aquários adaptados, Andon também vende luzes de LED para iluminar os aquários. Quando refletidas, as águas-vivas mudam de cor e formam um mosaico psicodélico. Para complementar a cena, são oferecidos diversos acessórios decorativos – alguns, inclusive, se mexem e respiram, como caramujos e caranguejos.
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