Cuidados, Dicas e Notícias
Cães podem colaborar em pesquisas contra doenças (08/06/2010)
Um grupo de pesquisadores da União Europeia demonstrou que o cachorro é o melhor amigo do homem também no campo da genética, por contribuir em pesquisas médicas com informações sobre a patogenia de doenças como câncer, epilepsia, diabetes e problemas cardiovasculares. O projeto faz parte das pesquisas mais inovadoras financiadas pela Comissão Europeia (órgão executivo da UE) – algumas das quais foram apresentadas em maio de 2010 em uma Conferência sobre Pesquisa e Inovação em Saúde realizada em Bruxelas (Bélgica). Batizada de “Lupa”, em homenagem à lendária loba que amamentou os gêmeos Rômulo e Remo – fundadores da cidade de Roma, a iniciativa reúne 20 veterinários de 12 países que, desde 2008, recolhem mostras de DNA de cães de raça saudáveis e de outros afetados por doenças similares às que atingem os seres humanos. Este trabalho, financiado por 12 milhões de euros, no entanto, será concluído apenas em 2012. Segundo a cientista Kerstin Lindblad-Toh, professora da Universidade de Uppsala, na Suécia, muitas doenças caninas poderiam compartilhar a mesma base genética que as humanas e, como os cães foram criados em locais diferentes, devido às variadas raças, torna-se mais fácil detectar neles defeitos genéticos que conduzem a uma patologia e, em seguida, considerá-los nos homens. Kerstin afirmou ainda que estudar cachorros ajudará a melhorar a compreensão da origem genética das doenças. O fato é que, vivendo no mesmo ambiente, pessoas e cães sofrem das mesmas doenças, mas as desses animais são “geneticamente mais simples”, de acordo com a cientista. Mais de 200 males genéticos foram registrados nos últimos anos, enquanto a população canina conta com 400 raças puras, sendo cada uma delas “um isolado genético com características únicas”. As raças analisadas são, entre outras, Golden Retriever e Pastor Alemão para o câncer; Cocker Spaniel Inglês para o comportamento agressivo; Doberman e Boxer para o hipotireodismo; Dogue Alemão e Wolfhound Irlandês para as patologias cardiovasculares; e Greyhound e Collie para a monogenia. “Uma vez que encontramos o gene nos animais, estudamos qual é o papel que ele desempenha nos seres humanos”, resume.
Fonte: Jornal O Estado de São Paulo
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